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Hoje mesmo mencionei no almoço que fazia um tempo que não fazíamos um marketing direto clássico. Pois logo depois do almoço chegaram os pacotes de postais que criamos para nosso novo cliente: a Teleatlantic. Para quem não conhece, a Teleatlantic é líder no setor de segurança empresarial e residencial, presente no Brasil, México, Israel e na Colômbia (e olha que tem ser macho para fazer segurança nesses países). Nosso primeiro job é este simpático cachorrinho, que será produzido em duas versões. Esta primeira, a da foto, é um postal e a próxima será em formato de placa para colocar na grama, em uma ação de guerrilha na frente de casas de alguns bairros selecionados de São Paulo e do interior do estado. A chamada é a seguinte: “Tem alguém que não faz tanto barulho, mas deixa sua casa ainda segura.”

(ps.: Olha como é fotogênica a nova Salve!)


cartaz salve

O sentimento de quem abre uma empresa (sem um sócio capitalista) é o de se tornar imigrante. Sair da sua zona de conforto e embarcar rumo ao desconhecido. Acordar cedo, almoçar rápido e barato, ficar com a cabeça totalmente focada no negócio, capotar na frente da televisão. Mandar mensagens para a família que está longe – do outro lado do oceano ou da fronteira no caso do imigrante verdadeiro e do outro lado de um milhão de tarefas para o neo-empresário.

O sentimento de quem abre uma empresa é o de estar eternamente no primeiro dia de aula. Você ainda não sabe bem a ordem das matérias daquele dia, nem que horas as aulas terminam, nem com quem conversar no recreio ou se está se enturmando com a turma certa. Todo dia com aquele receio de que vai ser obrigado a falar na frente de todo mundo e vai gaguejar e fazer um papelão.

O sentimento de quem abre uma empresa é o de colocar um filho no mundo. Primeiro, ele fica lá quase imóvel e você não para de olhar para aquele rostinho. Depois, os dedinhos se mexem e você vibra. A primeira risadinha, o primeiro arroto, a primeira vez que consegue se sentar sozinho. Você toca a cabecinha e está lá a estranha moleira. Quando será que fecha?

O sentimento de quem abre uma empresa é a de montar em cavalo selvagem. Estranham-se os dois: cavalo e cavaleiro. Com algum esforço colocamos o cavalo a andar, meio de lado, meio rápido demais, meio lerdo demais. E na primeira vez que parece trotar com alguma elegância, é que ele se deixa encantar por um pouco de grama na beira da estrada. E por lá fica.

O sentimento de quem abre uma empresa é o de perder-se em uma biblioteca. Em cada corredor fileiras de livros jamais lidos. Mistura-se a vontade de pegar cada um daqueles volumes desconhecidos e sentar em algum canto para ler, com a vontade de encontrar a saída. Cabeça de lado lendo lombadas e os olhos à procura de uma porta ou janela.

Nota do autor: A imagem que ilustra este post foi criada pela agência Sabiá, criada especialmente para comemorar o primeiro ano de vida da Salve. Sabemos bem a história dos santos de casa e sua ausência de milagres.


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A Conecta é um player menor competindo com gigantes da telecom. Tem um novo jeito de pensar a comunicação corporativa. É mais um desafio que a Salve encara. Começamos organizando a casa, redesenhando seu site da arquitetura de informação ao layout (aqui o site provisório ainda), investindo em ações de relacionamento com a base de clientes e produzindo vídeos explicativos para seus produtos e serviços. Esta etapa agora ataca a prospecção de novos clientes.

Uma série de anúncios que  vão circular nas revistas da Trip. Os dois primeiros já estão nas ruas e fazem parte de um grupo de 5 anúncios:

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Crise? Fazemos o telefone tocar.


Super Gif

04Mar09

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Homenagem da Salve aos óculos vermelhos da Super.
A caminho do 5º anúncio da série.


SuperSalve

26Jan09

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Ainda tenho guardada a primeira revista Superinteressante – aquela que falava de supercondutores – no armário da casa da minha mãe. A revista já tem mais de 20 anos e ao longo destes anos todos continuei comprando a Super de vez em quando. Eis que nosso novo cliente é a tal revista de moldura vermelha.

Enxergue Super é a nova assinatura criada pela Salve e a primeira fase já está nas bancas. São 3 páginas duplas sequenciais tingindo de vermelho boa parte da Super com a matéria da Máfia na capa.

E o melhor, é que antes disso, tem um texto do editor da Super, Sérgio Gwercman, abraçando o tema da campanha. Isso é o que acreditamos ser a boa propaganda do século XXI: produto e propaganda em sintonia, falando a mesma coisa. Ele abre o texto com uma bela citação do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, afirmando que “pensar o que ninguém pensou sobre algo que todos veem” é a melhor definição do que representa o “Enxergue Super”.

Logo depois, também elogia a equipe envolvida: “A campanha é assnada pela agência Salve, um pessoal esperto, inovador, que vê o mundo como a gente.” Valeu, Sérgio!

Aqui vai um link para ver os 3 anúncios e outro para quem tiver fotos com gente usando óculos vermelhos (é só mandar que a gente coloca lá!). Tipo assim.

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Eis aí a ficha técnica desta primeira etapa:

Redator: James Scavone, Francine Guilen
Diretor de Arte: Ricardo Schreiner, André Hellmeister
Direção de Criação: James Scavone
Atendimento: Laura Serra, Maria Gonçalves
Produção: Leticia Vezzani
Planejamento: Carlos Pitchu
Mídia: Bruno Daga
Ilustração: Daniel Kondo
Fotografia: Marcio Scavone
Marketing: Louise Faleiros, Edson Bottura, Katia Osso 


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Coisas do Amazon. Ou melhor, coisas do Alemão. Comprou um livro, que já tinha. Tá novinho aqui na estante da Salve. E agora está à venda por meros R$ 60,00. Interessou? Deixa o e-mail no comment que a gente se fala.

É a crise, gente.

UPADATE: vendido!


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O site da fralda Huggies Jeans continua rendendo posts nos blogs por aí. Saiu aqui neste especializado em jeans. The power of the viral lives on!


Mesmo o mais paulistano dos paulistanos, o mais ardoroso apaixonado pela Vila de Piratininga, tem dificuldade em soltar qualquer elogio à avenida Santo Amaro (antiga estrada de Santo Amaro, que conectava o centro ao sul da cidade). Ô coisa horrorosa. Estreita, cinza, barulhenta. E já foi pior, antes da reforma da prefeita Marta, uma grade preta-fumaça separava as duas mãos, transformando o corredor em um desastre urbano ainda mais dramático. Então, no melhor espírito “resoluções de 2009″ vão aqui 2 sugestões para melhorar a via:

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Imagine trocar os ônibus barulhentos por bondes high-tech?

the-busycle 
Ou, melhor ainda: que tal usar um Busycle


ABC 3D

06Jan09


Esse é o livro ideal para unir os dois tipos de pessoas que formam o mundo: os que gostam de ler e os que gostam de ver as figuras. Cheio de facas bem interessantes, especialmente aquelas que fundem uma letra na próxima do alfabeto. No site dá para baixar o video, encomendar o livro e baixar a trilha – de uma banda chamada Not Waving but Drowning.


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No último dia de 2008, perdemos o artista gráfico Tide Hellmeister. Um mestre da colagem, uma inspiração para qualquer um com alguma pretensão de fazer arte, um cara muito bacana e o pai do André, meu sócio e grande amigo. Para quem quer ver um pouco da sua obra, aqui o site dele, algumas de suas colagens também no flickr, uma foto dele como meu pai na Salve e, abaixo, um texto que fiz para sua exposição de 50 anos e que reproduzo como uma pequena homenagem:

Toda retrospectiva é uma tentativa de organizar o caos artístico. Tenta-se colocar os períodos de grande criatividade lado a lado das noites mal dormidas, dos cigarros mal apagados. Tenta-se colocar certa ordem, talvez cronológica, talvez temática no conjunto do trabalho do artista. Tente porém fazer isto com quem faz colagens. Tente – atrevo-me a provocar – a fazer isso com Tide Hellmeister, que além de tudo apresenta-se como ser dual: ora artista plástico, ora artista gráfico. Como organizar de forma sensata os 50 anos de criação caótica? Tide enxerga o mundo aos recortes. Para ele o mundo desorganizado se organiza na cola. Tudo é matéria-prima. Letras organizadas por algum autor, em alguma revista ou livro, são devidamente desorganizadas por Tide e reorganizadas em sua ordem particular. Cole aqui é imperativo. Mas é obediente também. Ensina. Educa. É instrução das mais claras. Admita: fazer colagem parece simples, não é? Para Tide é. Os 50 anos mostram isso. Pare em frente de uma de suas obras e veja como foi fácil disciplinar camadas e mais camadas de caos. Pense de novo. No universo artístico, tudo o que parece simples não o é. Se tem vontade de dizer que seu sobrinho de oito anos faria igual é porque sente profunda admiração pelo artista e não tem a menor chance de repetir o feito. É dos elogios mais sinceros dizer que uma criança repetiria o artista. Aliás, repetição é palavra-chave em colagem. A imagem que já havia noutro lugar se repete no trabalho de Tide, vive de novo como alma reencarnada. A função já não é a mesma, mas a forma está lá, exibindo-se orgulhosa em outras paragens. Cole aqui também é gíria das mais modernas. Moderno como a colagem, o pastishe, o mash up. Moderno agora é recortar e colar imagens de vídeo no You Tube. Pegar fotogramas alheios, montar de novo e dizer que é seu. E se colagem é novo, por que não ver o novo trabalho dos últimos 50 anos de Tide Hellmeister? Por que não ver o que Tide insiste em chamar de seu? Cola lá.